Lançamento do livro “Homem da Terra”
25 de Junho, 2026 | 18H30 - 19H30
Lisboa
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O Instituto Cultural Romeno em Lisboa organiza, no dia 25 de junho de 2026, pelas 18h30, na sua sede, situada na Rua do Barão, n.º 10, a apresentação do livro de poesia “Om de pământ/Homem da Terra”, de Ștefan Mitroi, publicado este ano pela editora Autografia.
A poesia do volume “Om de pământ/Homem da Terra”, publicado em Portugal na tradução de Dan Caragea, explora a memória do leitor, que não é apenas um simples arquivo de factos, mas um viajante exausto que se detém à beira do caminho para recuperar o fôlego; nesta suspensão do tempo, a própria memória torna-se uma presença estranha, olhando para o leitor com o espanto de quem já não se reconhece.
No cerne desta obra pulsa uma obsessão terna e inquietante pela finitude, que Mitroi despoja da sua aparência macabra e reveste de uma beleza estranha e resplandecente. A morte já não aparece como um esqueleto congelado, mas como uma prolongação da paisagem: uma “arma branca” de neve que nos vence sem violência ou um “casamento de ouro” nas profundezas de um mundo de vidro. Ela torna-se um regresso à terra por escadas de cristal, onde as raízes das árvores e das fontes desenham o teto de uma outra condição de existência. A realidade é desfeita, como uma camisola velha, para descobrir a sua fibra: fios de saudade, fumo que intercede por nós no céu e o sangue do sacrifício existencial que as crianças, na sua pureza, confundem com o orvalho da manhã.
A apresentação do volume contará com a presença do autor, Ștefan Mitroi, e do seu tradutor, Dan Caragea.
Dan Caragea (nascido a 16 de junho de 1954, em Craiova) é crítico de arte, crítico de teatro, crítico literário, publicista, ensaísta e tradutor, lusitanista, especialista em psicologia e linguística computacional. A sua estreia na crítica ocorreu ainda no 10º ano, na revista do liceu “Fraţii Buzeşti” de Craiova, tendo publicado, desde então, uma série de artigos e estudos especializados em revistas nacionais e internacionais. Gradualmente, os seus ensaios e estudos alargaram a sua temática, orientando-se para o mundo do teatro (desde 1983, com a sua entrada no Teatro Odeon, especializou-se em crítica teatral), da literatura e da psicologia. É licenciado em Língua e Literatura Romenas e Língua e Literatura Portuguesas pela Faculdade de Letras da Universidade de Bucareste e doutor em Psicologia pela mesma universidade.
Ștefan Mitroi nasceu a 5 de maio de 1956, em Siliștea, Roménia. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade “Alexandru Ioan Cuza” de Iași, onde concluiu os seus estudos em 1980. Estreou-se como poeta na revista “Astra” de Brașov, durante o ensino secundário. A sua estreia na prosa ocorreu em 1983, no “Suplemento literário e artístico” do jornal “Scânteia Tineretului”. A sua obra inclui poesia, contos, romances, dramaturgia, jornalismo e literatura infantil. Na sua obra são frequentes temas relacionados com a aldeia romena, a condição humana, a memória, o destino e a relação entre o real e o imaginário. A crítica literária destacou a dimensão alegórica e simbólica da sua prosa, bem como a construção de universos narrativos situados na fronteira entre o realismo e o fantástico. Ao longo da sua atividade literária, recebeu prémios em concursos literários para estudantes e distinções atribuídas por organizações culturais e profissionais da Roménia. Entre estas distinções contam-se prémios atribuídos pela União dos Escritores da Roménia, por revistas literárias e por diversas organizações culturais, em reconhecimento do seu trabalho nos domínios da prosa e da literatura infantil.
A poesia do volume “Om de pământ/Homem da Terra”, publicado em Portugal na tradução de Dan Caragea, explora a memória do leitor, que não é apenas um simples arquivo de factos, mas um viajante exausto que se detém à beira do caminho para recuperar o fôlego; nesta suspensão do tempo, a própria memória torna-se uma presença estranha, olhando para o leitor com o espanto de quem já não se reconhece.
No cerne desta obra pulsa uma obsessão terna e inquietante pela finitude, que Mitroi despoja da sua aparência macabra e reveste de uma beleza estranha e resplandecente. A morte já não aparece como um esqueleto congelado, mas como uma prolongação da paisagem: uma “arma branca” de neve que nos vence sem violência ou um “casamento de ouro” nas profundezas de um mundo de vidro. Ela torna-se um regresso à terra por escadas de cristal, onde as raízes das árvores e das fontes desenham o teto de uma outra condição de existência. A realidade é desfeita, como uma camisola velha, para descobrir a sua fibra: fios de saudade, fumo que intercede por nós no céu e o sangue do sacrifício existencial que as crianças, na sua pureza, confundem com o orvalho da manhã.
A apresentação do volume contará com a presença do autor, Ștefan Mitroi, e do seu tradutor, Dan Caragea.
Dan Caragea (nascido a 16 de junho de 1954, em Craiova) é crítico de arte, crítico de teatro, crítico literário, publicista, ensaísta e tradutor, lusitanista, especialista em psicologia e linguística computacional. A sua estreia na crítica ocorreu ainda no 10º ano, na revista do liceu “Fraţii Buzeşti” de Craiova, tendo publicado, desde então, uma série de artigos e estudos especializados em revistas nacionais e internacionais. Gradualmente, os seus ensaios e estudos alargaram a sua temática, orientando-se para o mundo do teatro (desde 1983, com a sua entrada no Teatro Odeon, especializou-se em crítica teatral), da literatura e da psicologia. É licenciado em Língua e Literatura Romenas e Língua e Literatura Portuguesas pela Faculdade de Letras da Universidade de Bucareste e doutor em Psicologia pela mesma universidade.
Ștefan Mitroi nasceu a 5 de maio de 1956, em Siliștea, Roménia. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade “Alexandru Ioan Cuza” de Iași, onde concluiu os seus estudos em 1980. Estreou-se como poeta na revista “Astra” de Brașov, durante o ensino secundário. A sua estreia na prosa ocorreu em 1983, no “Suplemento literário e artístico” do jornal “Scânteia Tineretului”. A sua obra inclui poesia, contos, romances, dramaturgia, jornalismo e literatura infantil. Na sua obra são frequentes temas relacionados com a aldeia romena, a condição humana, a memória, o destino e a relação entre o real e o imaginário. A crítica literária destacou a dimensão alegórica e simbólica da sua prosa, bem como a construção de universos narrativos situados na fronteira entre o realismo e o fantástico. Ao longo da sua atividade literária, recebeu prémios em concursos literários para estudantes e distinções atribuídas por organizações culturais e profissionais da Roménia. Entre estas distinções contam-se prémios atribuídos pela União dos Escritores da Roménia, por revistas literárias e por diversas organizações culturais, em reconhecimento do seu trabalho nos domínios da prosa e da literatura infantil.
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