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O Instituto Cultural Romeno em Lisboa, em colaboração com o Museu Nacional Brukenthal de Sibiu, organiza a exposição “Entre margens. Cartografias sensíveis da intimidade” na Galeria do ICR Lisboa (Rua do Barão n.º 10), entre 22 de abril e 26 de junho de 2026. A inauguração decorrerá no dia 22 de abril, a partir das 18h30, na presença da curadora da exposição, Raluca Teodorescu, que é também diretora do Museu Nacional Brukenthal.

A exposição poderá ser visitada entre 23 de abril e 26 de junho de 2026, de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 16h00.

A exposição reúne obras das coleções do Museu Nacional Brukenthal de Sibiu, bem como obras provenientes de artistas contemporâneos romenos. O conceito explora o espaço interior, a fragilidade das emoções e os vestígios que o tempo deixa nos objetos, no corpo e na memória. Em Lisboa – cidade das encruzilhadas e da luz – estas imagens e formas tornam-se marcos de uma navegação íntima. Cada obra funciona como um mapa afetivo: quartos abandonados, tecidos simbólicos que remetem para a cultura e as tradições da Roménia, gestos esculturais, construções imaginárias ou fragilidades cromáticas. Juntas, as obras abrem um espaço intermédio, situado entre o real e o imaginário, entre o que guardamos e o que abandonamos, entre identidade e transformação. As fotografias de Peter Jacobi tornam-se espaços suspensos, onde a memória e a ausência se confrontam. As texturas expressivas de Mirela Ivanciu, as colagens de Dorina Horătău ou os gestos esculturais de Cătălin Bădărău marcam transições entre o corpóreo e o simbólico. Os objetos metálicos de Daniela Pălimariu, as pinturas imaginárias de Sieglinda Bottesch ou as fragilidades da aguarela de Anca Boeriu ampliam este mapa para zonas poéticas da perceção. Lisboa, cidade das margens e das aberturas, amplifica a leitura da exposição: entre duas margens – o real e o imaginário, o passado e o presente, aqui e noutro lugar – existe uma zona fluida, fértil, na qual a identidade se reconfigura. A exposição convida o público a entrar neste espaço intermédio e a descobrir os seus próprios pontos de referência sensíveis.

Raluca Teodorescu (nascida em 1981) é curadora e especialista em museologia. Licenciou-se em História pela Faculdade de História e Património da Universidade “Lucian Blaga” de Sibiu, e, desde 2006 trabalha no Museu Nacional Brukenthal como museógrafa. É também a primeira mulher a assumir a direção do Museu Nacional Brukenthal de Sibiu, o museu mais antigo da Roménia e um dos mais valiosos da Europa Central. Com uma experiência de mais de duas décadas na instituição, num percurso que a levou de funções de nível técnico superior ao cargo de diretora de departamento, Raluca Teodorescu comissariou mais de 30 exposições nacionais e internacionais.

O Museu Nacional Brukenthal de Sibiu é uma instituição de prestígio europeu e um dos mais importantes espaços culturais da Roménia. As suas coleções foram constituídas pelo barão Samuel von Brukenthal (1721 - 1803), governador da Transilvânia entre 1777 e 1787, podendo já ser visitadas em 1790, três anos antes da inauguração do Museu do Louvre. A inauguração oficial do museu ocorreu em 1817. É o museu mais antigo do país. Posteriormente, as coleções foram enriquecidas com obras do Museu da Sociedade dos Cárpatos e do Museu Astra. O museu é composto por: o Palácio Brukenthal, o Museu de História, o Museu de História Natural, o Museu de História da Farmácia, o Museu de Caça August von Spiess, a Casa das Artes (sede das exposições temporárias de arte contemporânea), as Galerias de Arte Contemporânea e a Casa Azul. O Palácio Brukenthal, que alberga o museu, é um monumento barroco, fundado pelo barão Samuel von Brukenthal. O corpo principal foi erguido entre 1778 e 1788, tendo contado com a colaboração do escultor Sino Hoffmeyer. A galeria de arte inclui as duas exposições principais, a Pinacoteca Brukenthal e a Galeria de Arte Nacional, às quais se juntam, no segundo andar, os espaços destinados a exposições temporárias. A Pinacoteca Brukenthal, cujas obras foram adquiridas pelo barão em Viena, após 1750, reúne e ilustra as escolas de pintura flamenga e holandesa (450 obras), italiana (200), germano-austríaca (480), francesa e espanhola (20), dos séculos XV a XVIII. A Galeria Nacional de Arte, cujas coleções foram constituídas após 1950, a partir dos acervos do Museu Astra e de aquisições feitas ao longo do tempo, inclui obras de referência que ilustram a história da arte romena dos séculos XV a XX, totalizando mais de 3 000 peças. O Gabinete de Gravuras, fundado pelo barão Samuel von Brukenthal, é o mais antigo do país. Possui gravuras dos séculos XVI a XVIII, bem como arte gráfica romena moderna e contemporânea, totalizando mais de 12 000 peças. Entre os gravadores de renome, destacam-se Albrecht Dürer, Marcantonio Raimondi, Hendrick Goltzius, Agostino Carracci, J. Callot, G. Tiepolo e Piranesi. A coleção de arte decorativa inclui mais de 600 peças: mobiliário (cerca de 200 peças), peças em estanho e prataria medieval (61 peças), vestimentas litúrgicas confecionadas em Itália nos séculos XIV - XV (20 peças), arte decorativa do Extremo Oriente (120 peças), tapetes orientais medievais (61 peças). A biblioteca, aberta a investigadores e estudantes, conserva um rico acervo de livros, em parte reunido pelo barão Brukenthal. O número total de volumes ascende a cerca de 280 000. Da valiosa coleção de manuscritos, destacamos o famoso Breviário Brukenthal, realizado nos Países Baixos no início do século XVI, escrito em pergaminho, com caracteres góticos minúsculos, adornado com miniaturas pintadas, atribuídas a Simon Bening e Geeraert Horenbaut.

 

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Promotora

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