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Em 1938, um grupo de artistas exilados em Paris, em fuga da perseguição nazi e do fascismo, tentou montar um espetáculo. Fièvre du Temps, com coreografia de Julia Marcus e Ludolf Child, e libreto de Jean Yachec Vinot, tratava a inquietude do seu tempo: a corrida ao armamento, a industrialização, a crise da bolsa financeira, a aceleração do ritmo da dança... A música, escrita pelo compositor Fernando Lopes-Graça, também ele em exílio do regime de Salazar, traduzia essa agitação. A peça teve uma apresentação única em ensaio público, mas, por razões desconhecidas, nunca chegou a estrear. Quase um século depois, a Europa volta a ser palco da ascensão do fascismo, de guerra, de políticas de discriminação, e da proliferação do ódio a pessoas consideradas estrangeiras. Partindo da partitura de Lopes-Graça para dois pianos, intocada desde a apresentação única em Paris, de resquícios encontrados sobre a peça e do percurso dos artistas que fizeram parte deste episódio perdido da história, A Febre dos Tempos (propositadamente no plural) pergunta de que modo o corpo pode ser entendido como eixo de uma temporalidade turbulenta, desdobrada entre conflito e resistência, memória e devir.     Direção e coreografia: João dos Santos Martins Texto / Dramaturgia: Livremente inspirado em “Fièvre du Temps” pela Compagnie des Ballets Internationaux, libreto de Jean Yachek Interpretação/ dança: Adriano Vicente, Connor Scott, Dinís Quilavei, Francisco Ferreira, Francisca Pinto, Marta Araújo Cardoso, Rita Alves, Sofia Kafol Música: “Fièvre du Temps” (1938) de Fernando Lopes-Graça Transcrição e edição da partitura: Joana Teles e Manuel Deniz Silva Interpretação musical: João Paulo Santos, Nuno Margarido Lopes | OSP Cenografia e figurinos: Ana Jotta Desenho de luz: Laura Salerno Apoio à investigação: Manuel Deniz da Silva Estagiário: Kosma Bresson Apoio vocal: Joana Nascimento Produção: Culturgest e Associação Parasita Coprodução: OPART / Teatro Nacional São Carlos, Theatro Circo, Teatro José Lúcio da Silva, Cine-Teatro Avenida Produção executiva: Catalina Lescano, Maria Monteiro, Helena Baronet | Associação Parasita   Apoios / Parceiros: DanceMap – Financiado pela União Europeia, Ined-mt/FCSH no âmbito do projeto EXIMUS (“É preciso avisar toda a gente”: Música e exílio em França durante o regime do Estado Novo, 1933–1974); Museu Nacional do Teatro e da Dança, Estúdios Victor Cordón, Museu da Música Portuguesa Financiado pelo programa Horizonte Europa da União Europeia, no âmbito do 

 

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 16 de Junho, 2027

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